HISTÓRIA DA ASTROLOGIA

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Da Suméria para o Mundo - A Era de Aquário - Como surgiu o Horóscopo no Jornal

  O homem vivia precariamente, muitos a céu aberto, dominado pela Natureza, ou em luta constante com ela. A lua, o sol, a chuva, o trovão, o relâmpago, os eclipses, o frio, o calor pareciam imprevisíveis, espetaculares e muitas vezes devastadores. O hábito de olhar para cima em busca de orientação logo se tornou parte da vida cotidiana, já que, ao que lhe parecia, havia uma superioridade.
O homem vivia precariamente, muitos a céu aberto, dominado pela Natureza, ou em luta constante com ela. A lua, o sol, a chuva, o trovão, o
relâmpago, os eclipses, o frio, o calor pareciam imprevisíveis, espetaculares e muitas vezes devastadores. O hábito de olhar para cima em busca de orientação logo se tornou parte da vida cotidiana, já que, ao que lhe parecia, havia uma superioridade.
Nos mais antigos registros encontramos presente a idéia de que os planetas, assim como o sol e a lua, representavam deuses com o poder de dirigir a vida ou interferir nela. Da perspectiva da Terra, são as estrelas que giram a nossa volta e o que o antigo homem notava era os movimentos dos planetas contra um céu estrelado fixo.
O antigo símbolo sumeriano para a divindade é uma estrela. Na Babilônia o panteão de deuses era estabelecido de acordo com cada planeta. À medida que as associações foram se fixando foi se formando a base da astrologia.

Nos mais antigos registros encontramos presente a idéia de que os planetas, assim como o sol e a lua, representavam deuses com o poder de dirigir a vida ou interferir nela.
O antigo símbolo sumeriano para a divindade é uma estrela. Na Babilônia o panteão de deuses era estabelecido de acordo com cada planeta. À medida que as associações foram se fixando foi se formando a base da astrologia.

 

  Os primeiros documentos verdadeiramente astrológicos apareceram no século VII a.C., mas estudos do período glacial sugerem que o homem já tinha conhecimento das lunações. Os caldeus tinham conhecimento da matemática e relacionaram os acontecimentos no céu com determinados padrões, como estrelas que se moviam numa ordem fixa e definida através do firmamento. As mais antigas efemérides de que se tem notícia foram as traçadas por eles. Na elaboração de tábuas os caldeus fizeram uso do zodíaco pela primeira vez , utilizando as doze constelações principais através das quais o sol e a lua passavam. Os planetas eram então descritos de acordo com as casas que ocupassem e também no nível de ângulos que formavam entre si.
Os egípcios usavam a astrologia de forma mística, de acordo com o foco religioso e econômico de sua civilização, ou seja, o rio Nilo. As cheias do Nilo, necessidade básica para um bom ano agrícola, era associada a uma combinação do Sol e de Sirius.
No mundo europeu a astrologia começou no início da civilização grega (astrologia = do grego astron = estrela/ logos(logia) = estudo) O estudo das estrelas tinha propósito religiosos, mas também científicos. As estrelas também representavam um tipo de relógio (numa época sem medidor de tempo) e forneceram pontos de referências espaciais, altamente necessários para a navegação.Berosus, um sacerdote caldeu de Belus, se estabeleceu na Grécia no início do século IV a.C. e é tradicionalmente visto como o introdutor da astrologia na Grécia. Pitágoras funda o sistema Pitagórico, que combina medicina, astronomia, matemática e escalas musicais.

 

         

 

  Platão e Aristóteles já faziam conexões entre os corpos celestes e o mundo. A astrologia também influenciou Hipócrates que definiu os quatro tipos de humores (quente,úmido/quente e seco/ frio e seco/ frio e úmido) e descreveu uma correspondência do ser humano com os planetas. Hiparco catalogou em 140 a.C. 1.081 estrelas enquanto algumas décadas depois Posidônio de Apamea divulgou seu conhecimento de magia e astrologia na escola que fundou em Rodes onde estudavam gregos e romanos.
Os romanos, habituados a adivinhos, receberam a astrologia no século II a.C. dos gregos que viviam nas colônias da Itália meridional, e adotam o sistema grego do zodíaco, adotando nomes dos planetas para seus deuses e para os sete dias da semana segundo o planeta a eles correspondentes (os nomes dos dias da semana também estão relacionados aos planetas no inglês e no espanhol)

 

  A astrologia sobreviveu em Roma a República, apesar de famosos, como Cícero e Cato, serem anti-astrologia. Astrólogos chegaram a ser expulsos da cidade após a revolução de escravos e da marginalidade romana em 139 a.C. No entanto a astrologia veio a ser aceita gradualmente pelos intelectuais, em grande parte como resultado da propaganda do estoicismo, que a adotara como parte de seu sistema.
Ptolomeu foi um dos intelectuais mais influentes na história da astrologia ocidental. Seu trabalho foi reconhecido durante séculos e até hoje são considerados clássicos da astrologia. Ele reuniu o conhecimento da astrologia egípcia e caldéia e fez uma interpretação à luz da filosofia grega e do estoicismo em particular. A idéia estóica de que toda matéria está reunida numa afinidade cósmica tornou-se uma explicação racional para o relacionamento entre as alterações no universo (macrocosmo) e no homem (microcosmo). A magia e as tradições como o simbolismo dos números (numerologia), quiromancia, e geomancia (método adivinhatório extremamente interessante e praticamente desconhecido) foram associados à previsão
astrológica, embora estas não alterassem os princípios básicos da astrologia.

 

  A medida que o Império Romano começou a ser cristanizado, a Igreja Católica começou a se opor oficialmente a astrologia. Mais tarde as demais igrejas cristãs também assim procederam, como até o presente momento.
No mundo ocidental a astronomia era uma das sete 'artes liberales' que compunham o currículo educacional. Os padres da Igreja latina condenaram a astrologia como magia e como pagã. No século VII, foi feita, pela primeira vez, uma distinção entre astrologia e astronomia, que até então, não eram desvinculadas, e astronomia era definida como 'ciência que examina os corpos
celestes e suas relações mútuas com a terra'(Cassiodoro -490/5585). No século XI, a influência dos árabes na Europa desperta um novo interesse pela astrologia, já que foram os herdeiros da cultura helênica, embora por parte do islamismo também haja hostilidade. Pode-se citar astrólogos mulçumanos importantes como Masha'allah, al-Kindi, al-Battani.
Com a fundação em 1249 da Universidade de Oxford, a astronomia foi novamente incluída no currículo das ciências humanas. Todavia a astrologia era explicitamente rejeitada por muitos, como Sto. Agostinho, que dizia 'a astrologia nega a vontade de deus'.

 

  Embora os intelectuais da igreja do século XIII fossem contrários Roger Bacon, o maior cientista de seu tempo (1245), aceitou plenamente a astrologia médica. Também no século seguinte esses intelectuais usavam a astrologia como instrumento para a compreensão adicional da ciência e para interpretar as Escrituras.
Muitos foram os astrólogos famosos de reis, como Michael Scot, Campano de Novara, Cecco d'Ascoli (executado como herege por ter aplicado astrologia no nascimento e morte de Cristo)
No inicio da Renascença vários fatores culturais e históricos contribuíram para o ressurgimento do interesse pela astrologia. Um deles foi o aperfeiçoamento tecnológico da impressão que favoreceram as publicações (a primeira efeméride publicada foi em 1474 de Regiomontanus ). Outro fator foi o interesse pela crescente redescoberta dos autores clássicos da antiguidade
bem como o cerco de Constantinopla pelos turcos.
Na corte de Médici muitos trabalharam na tradução dos escritos de Platão e de outros clássicos.
Durante a Idade Média, embora os astrólogos continuassem a desfrutar de suas posições de consultores de reis ao longo do século XV, seu modo de praticar astrologia foi objeto constante de debate. O mapa astral individual e previsões do futuro foram consideradas supersticiosas.
O debate tornou-se intenso durante o século XVI, estimulado pelas teorias de Copérnico. Durante este período a Igreja esteve particularmente envolvida com o conceito de heresia, já que foi a época da Reforma e da Contra-Reforma.
Foi em 1545, no Conselho de Trento, que a Igreja condenou definitivamente a astrologia e no final do século separou-se oficialmente dela.

 

 

  A astrologia sobreviveu em seu simbolismo ao Iluminismo em círculos esotéricos. Percussores da moderna visão astrológica foram Emanuel Swedenborg, Mesmer, Francis Barret, Culpepper, James Wilson, Eliphas Levi, Crowley,etc.
Um renascimento também ocorreu no movimento liderado por Helena Blavastky vindo a seguir movimentos de Carter, Ebertin, Alice Bailey e outros.
Sob a influência de Jung a astrologia também se renovou.Jung explicava a astrologia através de seu conceito de sincronicidade. Da mesma forma a escola simbolista francesa pretendia libertar a astrologia de sua rígida estrutura mecanicista para permitir uma abordagem mais descritiva da personalidade através da compreensão dos símbolos astrológicos.
Uma tentativa para aplicar a abordagem científica à astrologia, baseada na aplicação da estatística, foi posta em prática no início do século XX por Choisnard e Krafft. Seus estudos o convenceram de que 'astrologia existe'.
Na década de 50 Gauquelin também aplicou estatística à astrologia testando indivíduos de acordo com suas profissões, descobrindo uma correlação diferente daquela astrológica tradicional.
André Barbault, em sua obra, demonstra a semelhança entre o determinismo psicológico de algumas tendências contemporâneas de psicanálise e o determinismo cósmico da astrologia.
A partir da década de 60, nos EUA, ocorre o renascimento da astrologia na designada Nova Era ou Era de Aquário, chegando à Europa logo depois. A Nova Era foi estruturada no simbolismo astrológico e formula uma visão holística da realidade o que é uma reminiscência da visão unificada dos antigos sobre o cosmos.
Na década de 90, novamente a Igreja Católica condena a astrologia, colocando-a na categoria de pecado, o que provavelmente leva legiões de cristãos a confessarem que leram o horóscopo antes da missa dominical.
 

AS ERAS -  NEW AGE - A ERA DE AQUÁRIO

  A Terra leva aproximadamente 25.868 anos para passar pela influência de cada um dos signos do zodíaco. Esse período é denominado o Grande Ano. Segundo Hiparco de Nicéia (Grécia - 190-120 a.C.) devido a uma ligeira oscilação da Terra, a constelação que se encontre atrás do Sol no equinócio da primavera muda gradualmente através dos séculos e concede um caráter único aos Meses (o Mês de um Grande Ano é a chamada Era). Esses 'meses', ou Eras, duram, cada um, cerca de 2000 anos. Cada Grande Mês passa fica por 2000 anos em cada signo. A teoria do Grande Ano, que lida com períodos de tempo extremamente longos associada a mudanças no Calendário (Juliano, Gregoriano) torna praticamente impossível dizer com precisão quando uma nova Era começa, sendo certo, no entanto, que para a chegada da cantada New Age ainda faltam muitos anos. Segundo a Astrologia, quando um planeta está nos últimos graus de um signo, sua influência já pode ser sentida no signo seguinte, portanto os efeitos da Era de Aquário já podem ser sentidos (tecnologia, despertar da consciência ecológica como fator fundamental na vida humana, Internet, globalização e também individualismo, egoísmo, falta de objetivos, indiferença, imprevisibilidade, falta de diplomacia, etc..)

 

ERA DE LEÃO

ERA DE CÂNCER

ERA DE GÊMEOS

10000 a.C

É a época mais remota. O Sol é o astro mais importante para o homem primitivo, e regente de Leão, cuja palavra chave é criatividade. A influência dos signos do zodíaco pode ser sentida apenas nos progressos culturais. Invenções rudimentares da Idade da Pedra, arte nas cavernas.

 

8000 a.C

O homem aqui sai da caverna e aparecem as primeiras habitações na China,Egito, Índia e Mesopotâmia. A agricultura é organizada e começamos os ritos de fertilidade . As esculturas da época representam, em sua maioria, mulheres grávidas (Câncer, signo da maternidade, aliado a Lua, seu regente)

 

6000 a.C

O início da atividade intelectual. A escrita, ainda que rudimentar. A religião começa a criar raízes adquirindo um caráter formal e os homens começam a se reunir com a finalidade de aprender algo indicando uma ânsia pela comunicação física.

 

 

ERA DE TOURO

ERA DE ÁRIES

ERA DE PEIXES

4000 a.C

Influência nas dinastias egípcias primitivas (templos maciços aliando beleza - Vênus - regente de touro a solidez - Touro) Preocupação com a Morte, demonstrando associação de Touro a seu oposto Escorpião Desenvolvimento da astrologia na Mesopotâmia

 

2000 a.C

A mudança de estilo na arquitetura pode ser um indicação da mudança de era. Contraste entre as pirâmides egípcias (maciças) e as construções graças (equilibradas). O carneiro era adotado pelas tribos nômades e guerreiras de Israel unindo religião ao sangue da guerra. Tendências belicosas acentuadas (Marte, deus da guerra e regente de Áries

Ano O

Evolução do Cristianismo O peixe, símbolo do cristianismo, era um sinal secreto indicativo do cristianismo. Os apóstolos eram considerados como 'pescadores de homens' Como reforço existe a polaridade do signo de Virgem (brandura, humildade e compaixão) representada pela Nossa Senhora cristã.

 

ERA DE AQUÁRIO

Tendência a preocupação com a ciência racional evidencia-se na maneira pela qual a civilização atual se torna cada vez mais fundamentada na tecnologia. A palavra chave de Aquário, no entanto, é humanidade, o que leva a se esperar que essa qualidade seja desenvolvida durante esta Era em conjunto com a expansão científica/tecnológica. A influência moderadora do eixo Aquário-Leão será necessária para forçar uma crescente preocupação pela paz mundial. A tecnologia e a globalização podem e devem ser utilizadas para a harmonia mundial e esse potencial existe, o que não implica que tal potencial  seja  plenamente desenvolvido pela humanidade.

 

 

 

ASTROLOGIA NA IMPRENSA – O HORÓSCOPO DO JORNAL E DA REVISTA

 

   A Astrologia de jornal, o famoso horóscopo diário, surgiu na Inglaterra, em 1930, quase como uma brincadeira. O Sunday Express publicou o horóscopo da recém-nascida Princesa Margareth e recebeu tanta correspondência de leitores interessados que o astrólogo responsável pelo artigo, R.H. Naylor, foi contratado para escrever uma série. A acolhida do público foi comprovada pelo grande aumento da tiragem e pela imitação dos jornais rivais, que se apressaram a usar o mesmo assunto para atrair leitores. Em pouco tempo, na Inglaterra, depois na Alemanha e na França, as colunas sobre Astrologia, que se tornou popular por causa dos horóscopos, passaram a ser obrigatórias nos bons jornais.Tal prática foi adotada também no Brasil e é cultivada até hoje pelos jornais de grande circulação no mundo todo bem como por várias revistas, em especial as direcionadas ao público feminino.

    Nessa Astrologia, digamos, popular, não havia preocupação em fazer predições e análises precisas e é a pioneira e responsável por essa confusão, generalização e imprecisão de muitos dos horóscopos. O horóscopo do jornal poderia, e ainda pode, ser elaborado por qualquer pessoa  dotada de alguma imaginação e não necessariamente por astrólogos que tenham consciência do que estão dizendo devido a dedicação de anos ao estudo dessa arte. A noção de Astrologia transmitida pelos tais horóscopos é responsável  pelo atual descrédito e “mau nome” da Astrologia.

    Nos últimos anos, no entanto, a Astrologia se tornou assunto de artigos especiais em vários jornais e revistas de grande circulação e reconhecimento público (Times, Life, The New York Times, Observer,etc..) e até mesmo tema de especiais de TV (no Brasil a Rede Globo já apresentou a Astrologia no Fantástico e no Globo Repórter), mas muitas vezes a própria natureza do jornalismo torna inadequados tais artigos, já que não delega o teor a um astrólogo ou a um jornalista que possua informações básicas sobre o assunto.

 

     Atualmente muitos jornais e revistas vem se preocupando em aperfeiçoar esta seção motivados pela necessidade da sociedade que está cada vez mais preocupada com o seu futuro. Muitos astrólogos competentes já assinam as seções de horóscopos diários em renomados jornais e revistas, mas embora seja um trabalho exaustivo e contenham informações fundamentadas astrologicamente, acabam sempre como uma generalização já que se tem por base apenas o signo solar, o que está muito longe de uma verdadeira análise do mapa astral e/ou dos trânsitos planetários e/ou revolução solar que compõem a verdadeira Astrologia.

     O interessante nisso tudo é que o leitor do horóscopo diário do jornal quer justamente aquilo que ele mesmo critica, já que é movido pela curiosidade, pela brincadeira, pelo humor que pode retirar das possibilidades indicadas; raramente um leitor de horóscopo de jornal procura um profissional para uma consulta pessoal ao mesmo tempo em que, também raramente, acredita de fato no horóscopo que lê.

 

 

 

AnnaLu Frussa

Consultoria em Astrologia e Numerologia

Telefone: (11) 4561.1781

annalufrussa@uol.com.br

 
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